Olaria de Bisalhães

bisalhaes cartaz«A olaria [de Trás-os-Montes], arte incomparável, dotada de memória admirável, que mantém sem estampas, sem guia, vivendo ao desamparo, com uma simples iniciação patriarcal na família, as mais puras tradições de uma arte ancestral que enfeitiça e seduz o crítico mais exigente».

 

Joaquim de Vasconcelos, 1908

 

 

 

 

 

 

Esteve patente ao público no Museu da Vila Velha, entre o dia 4 de Fevereiro e 30 de Junho de 2009, a exposição "Olaria de Bisalhães: rostos de barro preto".

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Esta exposição foi um dos elementos de um projecto abrangente, realizado em parceria entre o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, o Museu de Alberto Sampaio (Guimarães) e o Museu de Olaria (Barcelos), sendo comissariada pelos directores das três instituições.

O projecto incluiu, para além da já referida exposição, a realização de um videograma (que pôde ver em versão longa ou curta, respectivamente no início ou no fim da visita, e que está actualmente disponível para venda nos três museus), a aquisição de colecções de olaria, a sua inventariação e estudo e, ainda, a edição de um catálogo bilingue, de um caderno de exploração pedagógica e de material de divulgação variado.

 

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A exposição esteve patente em Vila Real até o dia de São Pedro, data emblemática para Vila Real e de importância significativa para a olaria de Bisalhães. Percorreu depois vários locais numa itinerância muito concorrida, especialmente pelo norte do país.

Pode, entretanto, fazer uma visita virtual à Exposição.

Se pretender, pode descarregar o guião da exposição em PDF, com a ordenação sequencial dos painéis de texto, imagens e objectos.

 

Em 2012 deu-se continuidade ao projecto apresentado em parceria ao ProMuseus, promovido pela Rede Portuguesa de Museus, inaugurando-se a exposição "Olaria do Norte de Portugal: uma panorâmica", onde se aliou a mostra de peças de olaria, provenientes das mais antigas colecções do país, a fotografias - muitas delas inéditas - representativas dos vários centros de produção.

A exposição foi complementada com um magnífico catálogo e ainda com o livro infantil "A Inês e a galinha pedrês que contava até três e falava «olarês»", editado em português e em inglês.

 

Para além dos inúmeros ateliers que o Serviço Educativo do Museu leva a efeito desde a realização da primeira exposição, que decorrem no próprio Museu ou nas Escolas que o solicitam, foram entretanto levadas a cabo várias acções relacionadas com o barro em colaboração com outras instituições, destacando-se o atelier "Barro preto às cores" ou a exposição que se realizou no Centro Histórico de Vila Real, em 2013, com a Douro Alliance; ou a exposição "Barro preto em mãos de mulher", elaborada para se exibir na Bienal Internacional Mulheres d'Artes de Espinho, em 2014, e que foi também apresentada na Festa do Avante de 2016.

 

Inscrição no inventário nacional do Património Cultural Imaterial

No dia 5 de Março de 2015  foi publicado em Diário da República o anúncio da inscrição do processo de confecção da Louça Preta de Bisalhães no inventário nacional do Património Cultural Imaterial. O processo, que foi apresentado pelo Município de Vila Real, pode ser consultado através da ficha de inventário, disponível em http://www.matrizpci.dgpc.pt/MatrizPCI.Web/Inventario/InventarioConsultar.aspx?IdReg=410.

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Inscrição na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO

Desde 29 de Novembro de 2016 o mesmo processo de confecção está inscrito na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO, decisão tomada na 11.ª reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia.

Depois de, em 5 de Março de 2015, o processo de confecção da Louça Preta de Bisalhães ter sido reconhecido como Património Cultural Nacional, por publicação em Diário da República e inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, o Município de Vila Real decidiu avançar com a candidatura desta ancestral tradição à Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO.

Este processo complexo demorou mais de um ano a ser completado, mas chegou ao final com a notícia que todos aguardavam. Este reconhecimento internacional possibilitará partilhar o conhecimento ancestral dos Oleiros de Bisalhães com o Mundo, para além de motivar a implementação de um amplo plano de salvaguarda que o Município de Vila Real idealizou, que vai desde a formação de oleiros, passando pela certificação do processo e até ao incentivo do surgimento de novas utilizações e designs para este material único.

O processo de inscrição pode ser consultado em http://www.unesco.org/culture/ich/en/USL/bisalhaes-black-pottery-manufacturing-process-01199.